Apresentação

Ainda sob forte impacto da pandemia, entramos em 2021 desejando dias melhores e nos mobilizando para contribuir com a construção de cidades mais justas, democráticas e sustentáveis. Institucionalmente, tivemos avanços importantes nos três grandes objetivos que orientam a atuação do Instituto Cidades Sustentáveis: a redução de todas as formas de desigualdade, o aprimoramento da democracia e o enfrentamento das mudanças climáticas.

O grande destaque do período foi o lançamento da primeira edição do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), uma ferramenta que permite aos municípios avaliarem o progresso, os desafios e as fragilidades para cumprirem a Agenda 2030 em nível local.

Em paralelo, mantivemos a produção intensa de conteúdos para auxiliar gestores públicos na elaboração de políticas estruturantes, e também avançamos na articulação e mobilização de importantes atores indutores de uma agenda de desenvolvimento sustentável em diversas cidades brasileiras. Um bom exemplo é a parceria firmada com o Governo do Estado do Paraná, para estimular a adoção da Agenda 2030 nos municípios paranaenses. O acordo de cooperação envolveu diversos atores, como a Frente Nacional de Prefeitos, a Associação dos Municípios do Paraná e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - além, claro, do próprio governo estadual e do Instituto CIdades Sustentáveis, entre outros.

Ainda assim, olhando para a conjuntura nacional, não há muito a se comemorar. Para além da crise sanitária, o Brasil continua sendo fustigado pela desconstrução de políticas sociais e ambientais, pelo desmantelamento de órgãos e instituições públicas essenciais para o país e por um contexto político-econômico marcado por incertezas e instabilidades.

Esse cenário só reforça a importância de nossa atuação e o papel que as organizações da sociedade civil cumprem na construção de um país mais justo e inclusivo, atento à preservação de nossos biomas e de nossas riquezas naturais. Prova disso é o fortalecimento de uma rede incrível de parceiros e das parcerias firmadas ao longo do ano, com os quais desenvolvemos ações em diferentes áreas e contextos.

Os resultados já começam a aparecer, como mostramos neste relatório anual. O reconhecimento, também. Em 2021, pelo terceiro ano seguido, participamos do Fórum da Paz de Paris, evento organizado pelo governo francês que reúne diversos atores globais para debater soluções que promovam a paz. Também debutamos no Fórum da Democracia, realizado em Estrasburgo, onde tivemos a oportunidade de apresentar o IDSC-BR.

Em 2022, continuamos no mesmo caminho: fortalecendo e consolidando nossas ações permanentes, construindo novas parcerias e projetos, trabalhando com a mesma diligência que há 15 anos caracteriza nossa atuação. Em termos estratégicos, o objetivo para este ano é consolidar um processo de nacionalização do Instituto Cidades Sustentáveis, concebido para dar mais escala ao nosso trabalho e ampliar a nossa incidência nos municípios brasileiros.

O primeiro passo nesse sentido já foi dado. A reestruturação interna de nossas equipes, no final de 2021, foi pensada de modo que as novas áreas reflitam melhor os aspectos fundamentais de nossa atuação: entender, transformar e avaliar as cidades. Na prática, o objetivo é produzir conteúdos de maior abrangência territorial (diagnósticos com base em indicadores e análise de dados, mapas da desigualdade e pesquisas temáticas, por exemplo), fortalecer os processos de sensibilização e mobilização de agentes indutores e acompanhar de perto a implementação de ações e iniciativas da gestão pública municipal em diferentes regiões do Brasil.

Sim, 2022 será um ano desafiador em muitos sentidos. E, sim, acreditamos que dias melhores virão. Mas temos muito trabalho a fazer até lá. Conto com você nessa jornada.

 

Um abraço,

Jorge Abrahão
Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis

Comunicação

 

Ao longo de 2021, a área de comunicação se dedicou a ampliar o alcance do Instituto Cidades Sustentáveis para além do eixo Rio-São Paulo, fortalecendo as ações voltadas para as mídias regionais e locais. A nacionalização do ICS acompanha um processo de integração entre os projetos da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis, que seguirão atuando cada vez mais alinhados.

 

Mantivemos nossos canais de comunicação, alimentando os sites da Rede Nossa São Paulo e a Plataforma do Programa Cidades Sustentáveis com notícias e reportagens especiais, avançando em linguagens que apoiem a disseminação de nossos conteúdos.

 

Nossa newsletter mensal se manteve com as últimas atualizações sobre nossos eventos e produtos, além de oito episódios do podcast Futuros Urbanos, que trouxe ainda novas histórias inspiradoras para a sociedade e gestores públicos.

 

Tivemos mais de 3.400 inserções na imprensa no período e avançamos também na estruturação de um núcleo de comunicação digital, buscando expandir nosso alcance e parceiros de diálogo.

Mídias sociais

As redes sociais do instituto continuaram crescendo organicamente, com destaque para o LinkedIn, que terminou o ano de 2021 com quase 5 mil seguidores, um aumento de 172% em relação a 2020.

Nossa produção digital foi focada em aprofundar o conhecimento produzido pelos projetos internos, como o novo vídeo de divulgação do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades, mas continuamos abordando os dados das pesquisas Viver em São Paulo e de parcerias importantes com a Frente São Paulo Pela Vida, o Instituto Pólis, a Virada Sustentável, entre outros.

Nossa participação no Fórum Mundial pela Democracia resultou em um vídeo documentário da série Cycling for Democracy.
 

 

Relações Institucionais

Consolidamos a área de Relações Institucionais do ICS, reforçando narrativas que ajudem a engajar novos públicos e atores sociais na pauta da sustentabilidade. Estivemos presentes em eventos como o Festival ABCR, maior conferência de captação de recursos da América Latina, o Encontro Comunicação e Captação de Recursos ABCR e o FIFE 2021 (Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica), além de ações no Dia de Doar.

No âmbito internacional, participamos pelo terceiro ano consecutivo das atividades do Fórum da Paz de Paris, apresentando a metodologia do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil (IDSC-BR) e, pela primeira vez, estivemos presentes no Fórum Mundial pela Democracia, em Strasbourg.

 

Apoio

Parcerias e participações

 
Rede de Advocacy Colaborativo (RAC)

Conecta interesses coletivos da sociedade civil em relação ao parlamento brasileiro.

Rede pela Transparência a Participação Social (RETPS)

Estimula a participação e o controle social dos recursos e políticas públicas.

Coalizão Respirar

Acompanhamento de medidas e políticas para melhorar a qualidade do ar nas cidades.

Pacto pela Democracia

Atua pela defesa da manutenção das liberdades democráticas e dos direitos constitucionais.

ABCD

Rede em prol da redução de desigualdades sociais, raciais, econômicas e de gênero.

Sustainable Development Solutions Network (SDSN)

Iniciativa da ONU para monitorar os ODS em seus países-membros.

 

Ações e Projetos

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A iniciativa surgiu em 2020 com o objetivo de promover, desenvolver e fortalecer programas e políticas públicas voltadas ao bem-estar e qualidade de vida das crianças de 0 a 6 anos nas cidades brasileiras.

O projeto apoia os municípios na elaboração de diagnósticos locais sobre a experiência e o acesso do público infantil e seus cuidadores aos espaços urbanos, disponibilizando dados para embasar a construção de políticas públicas mais assertivas para a primeira infância e alinhadas a outras agendas estratégicas locais.

A secretaria estratégica da rede, composta pela Fundação Bernard van Leer e pelo Instituto Cidades Sustentáveis, oferece apoio técnico nos temas de urbanismo e mobilidade, com foco em crianças pequenas e seus cuidadores, além de uma consultoria para o aprimoramento de ações e políticas públicas na área.

Em 2021, novos municípios aderiram à iniciativa: Alcinópolis (MS), Alfenas (MG), Benevides (PA), Canoas (RS), Cascavel (PR), Mogi das Cruzes (SP), Paragominas (PA), São José dos Campos (SP), Sobral (CE), Teresina (PI) e Uruçuca (BA), ampliando uma rede integrada também por outras 13 cidades – Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Brasiléia (AC), Campinas (SP), Caruaru (PE), Crato (CE), Fortaleza (CE), Ilhéus (BA), Jundiaí (SP), Niterói (RJ), Pelotas (RS), Recife (PE) e São Paulo (SP).

Para a arte: incluir o mesmo mapa do relatório do ano passado, atualizado com as cidades que entraram em 2021. projeto constava nas ações do PCS. Passar para o institucional

 

Financeiro